Registro De Titulares
O registro está vazio. Quem reivindicar primeiro fica escrito aqui para sempre — a partir de US$ 3.
A História
As vinte e quatro rodas esculpidas na base do Templo de Konark são seu traço mais fascinante. Com quase três metros de altura cada uma e puxadas simbolicamente por sete cavalos de pedra, compõem a carruagem cósmica do deus solar Surya cruzando os céus. Para além da riqueza escultural, as rodas atuam como relógios de sol astronômicos: a sombra projetada pelo eixo sobre os raios indica com exatidão as horas do dia.
Um Templo À Beira De Uma Costa Que Recuou
Construído em meados do século XIII sob o rei Narasimhadeva I da dinastia Ganga Oriental, o santuário ficava originalmente à beira das ondas da Baía de Bengala para saudar o nascer do sol. Com o tempo, o mar recuou vários quilômetros. A torre principal ruiu no passado, restando a monumental sala de assembleias piramidal (Jagamohana).
Selado Com Areia
No início do século XX, a estrutura corria risco iminente de colapso. Em 1903, engenheiros emparedaram as entradas e preencheram completamente o interior do salão com toneladas de areia solta até a abóbada, escorando as paredes de dentro para fora. O edifício permanece selado e sem acesso interno há mais de um século.
O Pagode Negro
Marinheiros europeus que navegavam na costa de Odisha utilizavam a silhueta escura do templo como referência de navegação marítima, apelidando-o de "Pagode Negro" em contraste com o Pagode Branco de Puri.
Declarado Patrimônio Mundial da UNESCO em 1984, o Templo do Sol de Konark é um triunfo monumental da escultura em pedra e da ciência astronômica indiana.