45 · Turquia · Construído 1478
Palácio De Topkapı
Não é um edifício, mas uma cidade de pátios de onde governaram os sultões.
Abre quando o gasto total em monumentos de Turquia atingir US$ 1.500.
Registro De Titulares
O registro está vazio. Quem reivindicar primeiro fica escrito aqui para sempre — a partir de US$ 3.
A História
Na câmara do Conselho Imperial (Divan), existe uma janela alta coberta por uma grade que todos abaixo podem ver, mas ninguém pode enxergar por dentro. Por trás dela corre um corredor ligando aos aposentos privados do sultão, que podia escutar em silêncio todas as deliberações sem ser visto. O poder não precisava estar presente; bastava ser possível.
Uma Cidade Que Se Estreita A Cada Portal
Mehmed II escolheu a ponta do promontório entre o Bósforo e o Corno de Ouro para construir não um palácio, mas uma sequência de quatro pátios que cresceu e se modificou ao longo de quatrocentos anos. A lógica era de acesso progressivo e restrito: o primeiro pátio era quase público; o segundo abrigava o Estado; o terceiro, a casa do sultão; o quarto, pavilhões de lazer sobre as águas.
O protocolo de Topkapı expressava o poder pela privação: apenas o sultão podia entrar a cavalo pelo Portão da Saudação (Bab-ı Selam). Além dele, o protocolo do silêncio entrava em vigor: centenas de funcionários administravam o Império em gestos e sussurros dentro do segundo pátio.
Ao longo de toda uma ala do segundo pátio estendem-se as enormes cozinhas reconstruídas por Sinan após o incêndio de 1574. Hoje abrigam uma das maiores coleções de porcelana chinesa do mundo, mais de dez mil peças que o palácio simplesmente nunca jogou fora.
Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1985 como parte das Áreas Históricas de Istambul, Topkapı é o palco onde se gestou o maior império do mundo islâmico moderno.